Dizem que o parto ocorre ao final dos nove meses de gestação, eu discordo, ele começa no momento que a criança sai do ventre da mãe e nunca termina. Cada dia, cada momento de separação da mãe com o filho é um momento do parto.
A primeira vez que deixamos nosso filho para trabalhar, o primeiro dia na escola, o primeiro final de semana fora e assim por diante. Estou na fase mais crítica do parto: a adolescência.
Acho que seja a parte mais dolorida desse parto. Nós passamos mais ou menos quinze anos protegendo nossas crias como umas leõas e de repente temos que deixá-los ir. É a baladinha, a viagem com os amigos, a grande paixão, e de repente nos vemos incapazes de protegê-los.
Na verdade quando os protegemos, estamos intuitivamente nos protegendo das dores do mundo. Não queremos sentir a dor da doença, da morte, da droga, da violência. Porque isso é condicional, a dor causada em nossos filhos nos afeta diretamente.
Estou aqui sentada num ginásio de esportes vendo meu filho lutar, a minha falsa calma esconde uma fúria animal, onde instintivamente deseja defender sua cria. Tenho vontade de subir no ringue e arrancá-lo de lá, aliviar suas dores e velar seu sono. Mas penso que seria uma atitude insana e que não seria bom para seu desenvolvimento, me controlo, faço cara de “paisagem”, e ajo como se estivesse tudo bem.
Fico a pensar que essa dor do parto não terminará nunca e lembro-me de Maria que acompanhou Jesus mesmo após a sua ressurreição. Não posso me queixar, sou feliz, as minhas dores são pequenas diante de tantas “Marias” que tem seus filhos, num leito de hospital, encarcerados ou perdidos na droga.
Fico feliz em ver meus filhos ao meu lado, compartilhando suas experiências pessoais comigo. E me fortaleço para continuar com eles incondicionalmente pro resto de nossas vidas.
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domingo, 25 de julho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Melagrião
-Filho você tá bem?
-To mãe.
- Quer um xarope?
- Não! Não estou doente.
- Se você precisar o xarope tá na cozinha
- Tá bom, mãe. Boa Noite
- Boa noite filho
- Filho porque você está tomando xarope? Está gripado?
- To.
- Foi a friagem?
- Não, foi o xarope.
- Xarope não deixa ninguém doente!
- Mãe, desde o dia em que você falou para eu tomar esse xarope eu fiquei doente!
Os filhos não sabem que as mães percebem coisas neles antes deles proprios perceberem
-To mãe.
- Quer um xarope?
- Não! Não estou doente.
- Se você precisar o xarope tá na cozinha
- Tá bom, mãe. Boa Noite
- Boa noite filho
- Filho porque você está tomando xarope? Está gripado?
- To.
- Foi a friagem?
- Não, foi o xarope.
- Xarope não deixa ninguém doente!
- Mãe, desde o dia em que você falou para eu tomar esse xarope eu fiquei doente!
Os filhos não sabem que as mães percebem coisas neles antes deles proprios perceberem
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